2ª fase do Open Banking no Brasil: como pequenas e médias empresas podem se beneficiar?

2ª fase do Open Banking no Brasil: como pequenas e médias empresas podem se beneficiar?

Com o início da segunda fase do Open Banking, pequenas e médias empresas precisam ficar atentas para obter melhorias em gestão, acesso a crédito e redução de tarifas.

Na segunda fase do Open Banking no Brasil, os clientes do setor bancário poderão autorizar o compartilhamento de dados guardados pelas instituições do setor financeiro para obter produtos e serviços com outras empresas.

Aqui no Brasil, o escopo de compartilhamento de dados dos clientes inclui tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas, de todos os portes e níveis de renda.

Essa fase vai começar no próximo mês de agosto. Devido à complexidade envolvida na arquitetura do Open Banking, o Banco Central teve que adiar o cronograma de implementação (leia mais aqui). Atrasos semelhantes também aconteceram no Reino Unido e no México.

Para entender como as pequenas e médias empresas podem se beneficiar nesse cenário de implementação do Open Banking, confira a Carta Propague #1, feita por pesquisadores do Instituto.

Como as pequenas empresas enfrentam as maiores taxas do mercado quando buscam um crédito e apenas 26% delas se dizem satisfeitas com os serviços financeiros recebidos, a expectativa é que esse segmento possa ser beneficiado com a oferta de serviços com o compartilhamento de dados financeiros.

Gestão: aplicativos para facilitar contabilidade

Em países onde o Open Banking está mais avançado, há um destaque para fintechs que oferecem serviços para facilitar a gestão financeira de pequenas e médias empresas.

O compartilhamento de dados transacionais permite o cruzamento de pagamentos realizados e recebidos em diferentes contas do estabelecimento, o que pode melhorar a gestão do fluxo de caixa e calcular a tributação devida, por exemplo.

Além disso, com uso de inteligência artificial, algumas empresas oferecem uma previsão do faturamento e de custos no futuro, contribuindo para o planejamento financeiro da empresa.

Open Banking no Brasil viabiliza comparação de produtos e serviços

O Open Banking também viabiliza as plataformas de comparação de preços para produtos e serviços no sistema financeiro. Com dados como faturamento médio, produtos de crédito contratados, tarifas e taxas pagas atualmente, a plataforma pode sugerir a pequenas empresas produtos semelhantes com melhores condições ofertadas por outras instituições.

Histórico financeiro pode ajudar na obtenção de crédito

Uma das maiores dificuldades para os pequenos negócios na hora de solicitar um empréstimo é comprovar a capacidade de pagamento. Isso é especialmente relevante para empresas novas ou que atuam com algum grau de informalidade. Mas, para qualquer empresa de menor porte, levantar a documentação exigida pelas instituições financeiras pode ser uma tarefa desmotivadora.

Esse é outro ponto de dor que o compartilhamento de dados transacionais pode ajudar a resolver com o início da segunda fase. Com o compartilhamento do histórico financeiro da empresa e/ou das pessoas por trás do negócio por meio do Open Banking, não há a necessidade de requisitar um extrato junto aos bancos em que possui conta. Essas informações serão automaticamente transferidas entre as instituições financeiras, uma vez autorizadas pelo cliente.

Além da maior conveniência no processo da solicitação de crédito, espera-se que, com mais informações sobre os clientes, mais instituições financeiras recalibrem suas estimativas de risco e tenham interesse em atender esse segmento de pequenas e médias empresas.

Leia mais sobre oportunidades e desafios que pequenas e médias empresas terão com o Open Banking no Brasil na Carta Propague #1: Perspectivas do Open Banking para Pequenas Empresas.

Bem-vindo ao site do Instituto Propague. Para uma melhor experiência de navegação coletamos cookies. Ao continuar acessando este site você concorda com nossa Política de Privacidade.

Aceitar