Cibersegurança: Bancos apostam na educação digital para evitar fraudes

Cibersegurança: Bancos apostam na educação digital para evitar fraudes

A Semana da Segurança Digital ocorre entre 22 e 26 de fevereiro com a divulgação de informações para evitar fraudes no sistema financeiro. A educação digital é a principal forma de prevenir ataques que utilizam a engenharia social.

A Semana da Segurança Digital, que acontece entre os dias 22 e 26 de fevereiro, está em sua terceira edição e se alinha a ações semelhantes desenvolvidas nos Estados Unidos e na Europa, segundo nota da Febraban.

30 bancos e associações atuantes no sistema financeiro estarão promovendo uma campanha de conscientização para ensinar os clientes a utilizarem os serviços digitais de maneira mais segura.

Durante os dias da campanha, os participantes irão divulgar informações e dicas de cibersegurança para que os usuários utilizem a internet e os serviços bancários digitais com cuidado para se proteger de fraudes.

Pix como foco na Semana da Educação Digital

O novo sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, já tem mais de 60 milhões de pessoas cadastradas para enviar ou receber transferências. Um dos focos das instituições nesta Semana da Educação Digital é ensinar aos clientes como se proteger de fraudes envolvendo o Pix, já que se trata de um serviço digital totalmente novo.

As principais orientações da Febraban para a segurança no Pix são:

• Fazer o cadastro de chave Pix apenas no ambiente seguro do internet banking ou mobile banking da instituição financeira;

Estar atento a ligações de “supostos funcionários” oferecendo cadastramento;

• Conferir os dados da conta recebedora e o valor da transferência antes de confirmar o Pix, especialmente no caso de pagamentos por QR Code;

• Ao receber pedidos de transferências no WhatsApp, falar com a pessoa que supostamente está pedindo o dinheiro antes de fazer o Pix.

| O Pix é seguro? Confira o podcast com Carlos Ragazzo e Bernardo Piquet clicando aqui

A importância da educação digital em tempos de Covid-19

Para além do Pix, existem alguns ciberataques que podem acontecer com qualquer pessoa, e não afetam apenas o setor bancário. Com a transferência de mais atividades para o ambiente digital, a segurança digital torna-se ainda mais relevante.

A pandemia fez com que mais pessoas passassem a utilizar os canais digitais para realizar atividades do dia a dia, como compras e pagamentos. Uma pesquisa do Banco de Compensações Internacionais mostrou que o setor financeiro foi um dos mais visados por ataques cibernéticos durante a pandemia.

Um dos ataques mais comuns é o phishing: a vítima recebe um e-mail, ligação ou SMS que parece ser de uma fonte confiável, como o próprio banco onde possui uma conta. Essa mensagem solicita que o cliente envie alguma informação confidencial, inclusive senhas e códigos de acesso, com o falso pretexto de realizar algum procedimento de rotina.

Esse tipo de ciberataque faz uso da chamada engenharia social, quando os hackers tentam driblar os procedimentos de segurança das instituições enganando as vítimas, que voluntariamente entregam informações sensíveis. A melhor maneira de combater essa estratégia é garantir que os clientes saibam reconhecer contatos suspeitos.

Por isso, é importante que a sociedade esteja bem informada sobre que tipos de informações as instituições financeiras podem solicitar em cada canal de atendimento e como proceder quando recebem uma mensagem suspeita.

Segundo a Febraban, o setor bancário investe cerca de R$ 2,5 bilhões em sistemas para segurança da informação a cada ano no Brasil. A educação digital dos clientes é uma estratégia complementar e fundamental para prevenir as fraudes no sistema financeiro.

| Confira também o podcast “Fraude, cibersegurança e o boom digital na pandemia

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