Maquininha de cartão aumenta presença nos pequenos negócios durante a pandemia

Maquininha de cartão aumenta presença nos pequenos negócios durante a pandemia

Pesquisa do Sebrae com mais de 3 mil empresários brasileiros mostra aumento do uso de maquininhas, diversificação das credenciadoras que atendem o segmento de MPEs e melhoria no serviço.

Cresceu o uso da maquininha de cartão em micro e pequenas empresas em meio à pandemia e competição no mercado de credenciadoras.

Em 2021, 56% dos microempreendedores e pequenas empresas possuem maquininhas de cartão de crédito e débito. Esse percentual cresceu 43% em 5 anos: em 2016, apenas 39% dos empresários contavam com máquina de cartão na empresa.

Os números estão na pesquisa Uso da Maquininha 2021, publicada em junho pelo Sebrae. Mais de 3.500 empresários foram entrevistados, entre microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte.

Possui maquininha de cartão

Gráfico:56% dos entrevistados possuíam maquininha de cartão em 2021.

Fonte: SEBRAE, Uso da Maquininha 2021.

No comércio, a proporção é maior: 3 em cada 4 empresas já aceitam cartões.

Possui maquininha de cartão em 2021, por segmentos selecionados

Gráfico: pequenas empresas e comércio são segmentos com maior proporção de maquininhas de cartão

Fonte: SEBRAE, Uso da Maquininha 2021.

Pesquisa mostra que 20% dos empreendedores adquiriram uma máquina de cartão na pandemia, enquanto 42% usam mais de uma

A pesquisa do Sebrae mostra que houve um movimento recente de credenciamento dos pequenos negócios para aceitar cartões encabeçado por uma variedade de credenciadoras independentes (que não são controladas por um banco).

20% dos microempreendedores adquiriu a maquininha de cartão durante a pandemia

A maioria dos micro e pequenos empreendedores brasileiros passou a aceitar cartões recentemente. 45% dos entrevistados possui maquininha entre um e dois anos, enquanto 20% aderiu ao serviço depois de fevereiro de 2020.

Dessa forma, empreendedoras e empreendedores por trás dos pequenos negócios estão fazendo parte do movimento de expansão do mercado de meios de pagamento.

Segundo a pesquisa, os maiores benefícios das maquininhas de cartão citados pelos empreendedores foram a “satisfação dos clientes” e “aumento de vendas”:

Nota média dos benefícios observados com a maquininha de cartão

Fonte: SEBRAE, Uso da Maquininha 2021.

Melhorias na segurança, ao reduzir o volume de dinheiro em espécie em caixa, também foi bem pontuada.

Diversificação: 42% dos empresários usam mais de uma maquininha

A pesquisa do Sebrae também mostra que a proporção dos empresários brasileiros que usam duas maquininhas de cartão aumentou de 20% para 30% nos últimos 5 anos. No total, 42% dos entrevistados usam mais de uma maquininha.

Ao mesmo tempo, houve uma desconcentração no mercado de adquirência no segmento de micro e pequenas empresas. Cresceu o número de credenciadoras e subcredenciadoras atendendo o setor, ao mesmo tempo que houve uma redução na parcela de empresários atendidas pelas duas maiores empresas.

Custo da adquirência ainda é o foco dos empresários

O custo ainda é o principal fator que MEIs e empresários em micro e pequenas empresas levam em consideração para escolher uma credenciadora. De acordo com a pesquisa, 76% optaram por empresas com taxas mais baratas. Além disso, 52% valorizaram a opção de comprar a maquininha e não pagar o aluguel fixo.

O terceiro motivo mais citado na pesquisa foi a maquininha aceitar várias bandeiras, mas isso tornou-se uma característica menos relevante ao longo do tempo. Também caiu a importância da indicação do banco da empresa, o que está em linha com a diversificação de credenciadoras no mercado e maior participação das credenciadoras independentes.

Motivos que levaram a escolher a maquininha

Fonte: SEBRAE, Uso da Maquininha 2021.

Empresários relatam menos problemas com as maquininhas de cartão

A pesquisa do Sebrae também investiga quais são os principais problemas enfrentados pelos usuários das maquininhas de cartão: falha na conexão, dúvidas sobre valores, problemas para devolver e ou cancelar o serviço, entre outros.

Em geral, houve redução nos problemas relatados de 19%, na primeira pesquisa em 2016, a 14% desde 2018. No comércio, a proporção é um pouco maior: 18%. Os problemas de conexão seguem sendo a principal queixa, citado por 45% dos entrevistados que tiveram algum problema.

Dúvidas sobre os valores vendidos e recebidos são o segundo maior problema relatado e afligem principalmente microempresas e MEIs. Já as principais sugestões de melhoria são redução das taxas de desconto e antecipação (73%), maior agilidade no atendimento (66%) e melhoria na conexão (61%).

Apesar da preocupação com o custo, apenas um quinto dos entrevistados já pediu algum desconto ou benefício para a credenciadora. Destes, 73% conseguiu um retorno positivo (versus 57% em 2016). MEI é a categoria que menos pede desconto.

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