O que é Open Banking? Entenda como funciona esse sistema financeiro aberto

O que é Open Banking? Entenda como funciona esse sistema financeiro aberto

Entenda o que é Open Banking e como funciona essa iniciativa.

O Open Banking, também conhecido como sistema financeiro aberto, é uma das iniciativas do Banco Central do Brasil para promover a competitividade no mercado financeiro que integram a Agenda BC#.

Aqui no Brasil, o Open Banking está em fase de implementação, mas já atingiu um estágio mais avançado na União Europeia, Reino Unido, Singapura e Índia. No primeiro trimestre de 2021, um total de 62 países haviam implementado ou estavam discutindo a adoção de um modelo de Open Banking, segundo o monitoramento da consultoria Platformable.

O intuito é, com o tempo, trazer novidades e agilidade para o dia-a-dia dos serviços financeiros, gerando valor para os usuários e viabilizando novas fontes de receita para instituições financeiras e empresas de tecnologia.

O que é Open Banking?

O Open Banking é um sistema para viabilizar que consumidores possam compartilhar seus dados no sistema financeiro com terceiros para obter novos produtos e serviços, com segurança e praticidade.

Normalmente, os bancos detêm um grande volume de informações sobre os seus clientes, como os dados cadastrais, o histórico de transações realizadas, o nível de renda e perfil de consumo, etc.

Com o Open Banking, os clientes podem escolher dividir esses dados com provedores de serviços terceiros, para usufruir de produtos como agregadores de conta, iniciadores de pagamentos e outros. Confira 4 aplicações do Open Banking.

Estes provedores podem ser vários tipos de instituições autorizadas pelo Banco Central: bancos, cooperativas, corretoras, fintechs, ou empresas de tecnologia autorizadas pelo BC para oferecer serviços de pagamentos e finanças.

A premissa do Open Banking é dar aos clientes mais poder sobre os seus dados, ao mesmo tempo em que se estimula a inovação e a competitividade dos players no mercado.

Como funciona o Open Banking na prática?

Na prática, o compartilhamento no Open Banking acontece por APIs – Interfaces de Programação de Aplicações. Elas são um conjunto de padrões técnicos que permitem que as informações sejam extraídas de um software para outro.

Existem vários usos possíveis para as APIs, não se limitando apenas ao setor financeiro. Um exemplo bastante utilizado de APIs é quando o usuário faz login em um novo site usando o perfil do Facebook ou do Google, ou quando pode curtir e compartilhar uma notícia nas suas redes sociais sem sair do site do jornal.

Com uma API, apenas as informações necessárias são extraídas de um servidor para outro. Dessa forma, as APIs agilizam a inovação já que desenvolvimento dos diferentes softwares acontece em paralelo – não é necessário atualizar a programação do app que recebe a API a cada vez que o software fonte é atualizado.

As APIs no Open Banking

No Open Banking, as instituições financeiras participantes devem criar APIs abertas, por meio da qual bancos, fintechs e outras instituições poderão extrair os dados dos clientes.

A disponibilização das APIs será obrigatória para grandes bancos. A participação de outras instituições é facultativa, e baseada na reciprocidade – ou seja, para acessar os dados no Open Banking, também deverão compartilhar os dados sob seu controle.

O compartilhamento de dados pela estrutura de APIs é mais segura do que outras técnicas utilizadas para funções parecidas.

A prática de screen scraping, por exemplo, se dá quando o provedor de serviços terceiro acessa o app do banco como se fosse o próprio cliente e extrai todas as informações disponíveis na tela. Com isso, há uma exposição de muito mais informações do que seria necessário para a realização do serviço.

Ao contrário, com as APIs, apenas as informações relevantes para cada situação e autorizadas pelo usuário final são transferidas. Ou seja, os provedores de serviços contratados só terão visibilidade dos dados que realmente importam.

Quais são os dados compartilhados no Open Banking?

O Open Banking inclui o compartilhamento de dados referentes às próprias instituições financeiras (IFs) e aos seus clientes, tanto pessoas naturais quanto pessoas jurídicas.

Da parte das instituições, são disponibilizados os produtos ofertados, preços e canais de atendimento. Da parte dos usuários finais, que são as pessoas e empresas que utilizam serviços financeiros e autorizam o compartilhamento, os dados compartilhados incluem informações cadastrais, histórico de transações e diferentes produtos contratados – cartões de crédito, empréstimos, seguros, investimentos, câmbio, etc.

Pela abrangência de produtos cobertos no compartilhamento, é que o Banco Central se refere ao Open Banking como sistema financeiro aberto, ou Open Finance. A ideia é que até a última etapa de implementação (veja na tabela abaixo), as inovações viabilizadas pelo Open Banking abarquem toda a jornada financeira dos usuários.

Qualquer um terá acesso aos meus dados no Open Banking?

Apenas empresas previamente autorizadas pelo Banco Central poderão participar do Open Banking.

Além disso, caberá ao usuário final autorizar o compartilhamento de dados com cada provedor de serviços. O consentimento do cliente será válido por um prazo máximo de um ano e pode ser revogado a qualquer momento, caso o cliente não deseje mais compartilhar seus dados.

Confira nossa matéria com mais detalhes sobre a proteção de dados pessoais no Open Banking.

Confira o cronograma do Open Banking no Brasil:Cronograma do Open Banking no Brasil

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