Identidade digital: veja as tendências para uma das principais apostas da segurança cibernética

Estudos traçam um futuro animador para a identificação digital, que vai desde a um aumento expressivo nos investimentos em gerenciamento e acesso, até o surgimento de soluções mais acessíveis a fim de contemplar as pequenas empresas.
Identidade digital: veja as tendências para uma das principais apostas da segurança cibernética
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Equipe Propague
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A realização de transações, principalmente financeiras, deram um salto nos último anos. Os golpes online acompanharam esse processo e essa foi uma das razões que levaram à criação da identidade digital. Também conhecida como identificação digital, nunca se falou tanto sobre o tema como agora. O cenário geral é  bastante otimista, com esta sendo uma das principais apostas da segurança cibernética.

O acesso seguro dos usuários desempenha um papel fundamental na troca de dados e informações. Além disso, os dados eletrônicos estão se tornando cada vez mais valiosos para as operações, devido ao insight que podem fornecer para melhorar a eficiência das empresas e a jornada do consumidor.

Dessa forma, a proteção de acesso deve atender a requisitos cada vez mais rigorosos, como a introdução de métodos de autenticação forte. Nessa direção, espera-se, nos próximos anos, um acréscimo expressivo no volume de gastos com gestão de identidade digital e acesso, bem como o surgimento de soluções que possam ajudar pequenas e médias empresas a acompanharem essa evolução.

Gestão de identidade digital: gastos devem crescer acima de 60% em 5 anos

Quando se fala em investimentos no setor, a expectativa é de que nos próximos cinco anos os gastos globais em soluções de gestão de identidade digital e acesso cresçam na ordem de 62%, saindo da casa dos US$ 16 bilhões este ano para cerca de US$ 26 bilhões em 2027, conforme uma nova pesquisa divulgada pela Juniper Research.

A gestão de identidade digital e acesso contempla, principalmente, as soluções de segurança B2B que possibilitam o acompanhamento e o gerenciamento de acesso dos usuários aos aplicativos, bancos de dados e ainda aos serviços de Tecnologia da Informação pertencentes a uma organização.

Ainda de acordo com a pesquisa, as soluções voltadas para a administração de identidade digital serão a pedra angular das iniciativas empresariais no âmbito da segurança cibernética, ao mesmo tempo em que as organizações procuram estar em consonância com conformidades de regulação cada vez mais rigorosas.

Além disso, a pesquisa também concluiu que a adoção da infraestrutura baseada em computação em nuvem por parte das empresas tem crescido junto com a demanda por políticas eficientes de segurança cibernética a fim de evitar perdas de receita.

Modelo por assinatura será o grande impulsionador do mercado

O esperado, a partir dos resultados do estudo, é que os investimentos em gerenciamento de identidade digital e acesso sejam impulsionados por um crescimento da demanda por tai serviços por parte das empresas.

Também destaca que esse crescimento deve vir majoritariamente das empresas de menor porte que, até a proliferação do modelo por assinatura, muitas vezes não conseguiam arcar com os custos de pacotes abrangentes de serviços de gerenciamento de identidade e acesso.

Nesse sentido, a pesquisa revelou que, até 2027, 94% dos desembolsos globais nessa área serão atribuíveis ao modelo por assinatura, o qual deverá se tornar cada vez mais popular entre as pequenas empresas, diminuindo, dessa forma, o custo inicial de aquisição desse tipo de serviço.

Além disso, uma maior procura pelos modelos por assinatura permitirá que os provedores de serviços forneçam atualizações regulares de software que melhorem continuamente a proposta de valor de suas plataformas.

Nesse contexto, a pesquisa aponta ainda que os gastos anuais em soluções de gerenciamento de identidade digital e acesso por pequenas empresas através de modelos por assinatura serão superiores a US$ 370 milhões até 2027 em nível global, bem acima dos US$ 178 milhões estimados para 2022.

Especialistas estão otimistas com o futuro da identidade digital

A expectativa de aumento dos gastos globais em soluções de gestão de identidade e acesso também pode ser fundamentada a partir do otimismo dos especialistas com o futuro da identidade digital, que transpareceu em um painel promovido pelo OMFIF sobre o tema.

De acordo com Julian Jacobs, economista do OMFIF, o painel enfatizou a promessa considerável das identidades digitais. Molly Mahar, diretora associada sênior da divisão de supervisão e regulamentação do FED, por exemplo, destacou as grandes oportunidades que o crescimento das soluções para identidade digital trazem para o o gerenciamento e controle de riscos.

Outro exemplo nessa direção veio da fala da panelista Kay Turner, consultora-chefe de identidade digital do Tesouro dos EUA. Ela destacou como as identidades digitais podem ajudar a proteger o setor financeiro de transações ilícitas e fraudes de identidade.

Os palestrantes também falaram sobre as identidades digitais como veículo para maior inclusão financeira, assim como também argumentaram que o compartilhamento global de dados ajudaria a incentivar uma adoção mais ampla da digitalização no setor financeiro.

Identidade digital e a mobilidade do dinheiro

Outro aspecto que vem sendo levantado pelos especialistas no tema, é que o gerenciamento da identidade digital e o acesso, juntamente com a biometria, podem ajudar os bancos online a ultrapassarem os limites da mobilidade do dinheiro. É o que argumenta a edição mais recente do Money Mobility Tracker® (Rastreador de Mobilidade de Dinheiro na tradução direta).

A publicação, uma colaboração da PYMNTS e da Ingo Money, examina como as instituições financeiras podem adotar medidas de segurança, antilavagem de dinheiro e antifraude durante partes críticas da jornada do cliente – incluindo integração, abertura de conta e transferência de fundos — enquanto simplifica a experiência do consumidor para movimentar dinheiro sem problemas.

Uma das revelações do estudo é que profissionais de segurança gostariam de ver as empresas investirem mais em soluções de prevenção. É aí que a identidade digital entra: tais profissionais afirmam que uma das principais formas de reforçar a prevenção seria tornar as identidades digitais mais seguras quando se trata de movimentação financeira.

Nesse contexto, 81% desses trabalhadores acredita que as instituições financeiras poderiam fazer mais para combater a fraude e 34% acham que os investimentos mais importantes que elas poderiam fazer são em novas ferramentas para combater o crime cibernético no setor financeiro.

Apesar do otimismo sobre o potencial do crescimento de soluções para identidade digital e a demanda por sua adoção como medida preventiva para lidar com fraudes no mercado financeiro,  há também o reconhecimento da existência de riscos associados ao aumento da identidade digital. Em geral, as preocupações giram em torno de temas como  privacidade e  uso de dados.

O próprio Julian Jacobs chegou a afirmar, no painel da OMFIF sobre o tema, que “Com os benefícios da identidade digital habilitada para a inteligência artificial, surgem problemas relacionados ao anonimato do usuário, privacidade e capacidade dos indivíduos de consentir em fornecer dados que eles podem não entender completamente”.

 

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