Tecnologia financeira mira segurança à medida que ameaças cibernéticas crescem

Inovações tecnológicas têm sido o grande foco dos bancos e empresas financeiras com o objetivo de gerenciar riscos, principalmente os advindos dos golpes digitais, que crescem à medida que a economia se digitaliza.
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Equipe Propague
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Otimização de custos, aumento da eficiência e crescimento sempre foram as grandes prioridades das organizações. Contudo, com a digitalização cada vez mais crescente na economia, o gerenciamento de riscos, como as ameaças cibernéticas, também passou a fazer parte das estratégias de negócios. Ainda mais quando se fala de serviços financeiros, alvo constante dos cibercriminosos. Nesse sentido, as inovações tecnológicas têm sido grandes aliadas para bancos, fintechs e demais instituições.

Segundo preveem os analistas da Gartner, empresa de pesquisa e consultoria no ramo da Tecnologia da Informação (TI), os desembolsos com TI por empresas de serviços financeiros deverão crescer em torno de 6% em 2022, alcançando US$ 623 bilhões globalmente. De acordo com eles, juntamente com a implementação de soluções tecnológicas amplamente consolidadas, o investimento contempla ainda as tendências em tecnologia financeira já previstas para os próximos dois ou três anos.

O que faz todo sentido quando se olha para os resultados das pesquisas sobre detecção de ameaças digitais. Uma das mais recentes, divulgada pela ESET, uma das líderes no setor, analisou o cenário em todo o mundo ao longo dos três primeiros meses de 2022 e as descobertas são alarmantes.

América Latina no alvo dos cibercriminosos

A publicação ESET Threat Report 2022 (Relatório de Ameaças ESET 2022, na tradução direta) descobriu, por exemplo, que a América Latina é um dos alvos majoritários de malwares bancários e trojans na atualidade.

Nesse cenário, o que mais chama a atenção é que os mercados do Brasil e do México se apresentam como os mais visados pelos cibercriminosos com o intuito de roubar credenciais de usuários. Vale ressaltar que, nesse momento, a digitalização financeira no Brasil caminha a passos largos, sobretudo devido ao Pix e a consolidação do Open Finance, o que tende a agravar esse contexto.

Ao mesmo tempo, a pesquisa também avaliou o avanço das ameaças nos dispositivos móveis. Conforme o relatório, novos malwares bancários, variantes ou vetores de distribuição foram descobertos no sistema operacional Android nos países latino-americanos.

E embora o levantamento não tenha detectado números expressivos para o sistema macOS na região, em contrapartida, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, África do Sul e França lideram o ranking de ameaças cibernéticas por meio de trojans e malwares bancários.

Segurança e tecnologia nunca andaram tão próximas como agora, quando se observa o que acontece no mercado de tecnologia financeira visando a segurança do sistema.

Tendências em tecnologia financeira para 2022

No âmbito da segurança de dados, soluções como o gerenciamento de identidade, assessment e autenticação de dois fatores, por exemplo, já são relativamente conhecidas, entretanto, as tendências em tecnologia financeira não param de aparecer com o objetivo de garantir a segurança das transações.

De acordo com recente levantamento da Gartner, a Computação de Aprimoramento de Privacidade (PEC na sigla em inglês), Inteligência Artificial (IA) Generativa e Sistemas Autônomos são as três grandes tendências tecnológicas que devem ganhar popularidade nos serviços financeiros em 2022, devendo crescer nos próximos três anos.

A primeira delas, a PEC, tem como premissa proteger dados pessoais processados em ambientes que não sejam confiáveis. Afinal, isto é cada vez mais crítico levando-se em consideração a implementação das leis de privacidade e proteção de dados e o crescente receio dos consumidores.

Esse conceito reúne uma série de técnicas para proteger a privacidade, permitindo que os dados sejam extraídos atendendo aos requisitos de conformidade. Até porque, no campo dos serviços financeiros, os dados são essenciais para a computação, análise e monetização. Dessa forma, seu uso cresce nos casos de análise de fraudes, compartilhamento de dados, operações de inteligência e na prevenção da lavagem de dinheiro.

Com relação à Inteligência Artificial generativa, ela pode ser usada no mercado financeiro na detecção de fraudes, geração de dados sintéticos, modelagem de fatores de risco e previsão de negociação. Além disso, a tecnologia tem grande potencial de uso na personalização dos serviços.

Ainda entre as tendências em tecnologia financeira, os Sistemas Autônomos são soluções que aprendem com seus ambientes e desenvolvem um conjunto eficiente de recursos tecnológicos que contemplam requisitos e situações novos. Assim, aumentam o desempenho e defendem contra eventuais ataques sem a necessidade de intervenção humana.

 

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