Valorização do Bitcoin acende debate sobre regulamentação de criptomoedas

Valorização do Bitcoin acende debate sobre regulamentação de criptomoedas

Após quebrar novo recorde de preço e capitalização no mercado, Bitcoin entra na mira do Banco Central Europeu.

O Bitcoin, uma das principais criptomoedas no mundo, tem chamado a atenção de um público cada vez maior – entre investidores, reguladores e curiosos em geral. Recentemente a cotação quebrou recordes de preço e capitalização no mercado, ultrapassando a marca dos 40 mil dólares em 8 de janeiro deste ano. Desde então, o criptoativo sofreu um recuo, mas ainda impressiona pela rápida evolução: seu preço praticamente quadruplicou nos 3 meses entre outubro e o começo de janeiro.

Um dos principais diferenciais das criptomoedas em relação a outros ativos é a privacidade garantida aos usuários, graças ao anonimato dos tokens digitais e a estrutura em blockchain que impede a cópia, falsificação e rastreio das operações. Mas, conforme o Bitcoin sai do ambiente de nicho e ganha espaço nos mercados internacionais, ressurge o debate sobre a necessidade de regulação do ativo.

Maior usabilidade expande o terreno para criptomoedas

Já é possível enxergar o aumento da oferta de serviços que aproximam consumidores do mundo das criptomoedas e facilitam a conversão de saldos em criptomoedas para moedas convencionais – e vice-versa. Um exemplo são serviços de cryptowallets e cryptocards – respectivamente, carteiras digitais e cartões de débito baseados em criptoativos. Essas novas soluções permitem aos portadores de criptomoedas depositar seus tokens, receber e realizar pagamentos do dia a dia com criptoativos.

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O aumento da usabilidade de criptomoedas reforça sua função como meio de troca, o que as diferencia de meros ativos especulativos. Além disso, conforme o Bitcoin e outras moedas digitais passam a ser mais difundidos, esses ativos ganham maior legitimidade frente ao público e, no futuro, podem começar a ser vistos também como reserva de valor – assim como são hoje o dólar e o ouro, por exemplo.

Presidente do Banco Central Europeu defende regulação internacional do Bitcoin

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou em um evento organizado pela Reuters no último dia 13 que o Bitcoin deveria ser regulado internacionalmente.

Lagarde classificou o Bitcoin como um “ativo altamente especulativo”, fazendo referência à recente flutuação no valor da moeda, e criticou o potencial uso do Bitcoin em operações de lavagem de dinheiro. Segundo a presidente do BCE, a regulação do Bitcoin precisa ser realizada a nível global para evitar que brechas nas legislações nacionais permitam o uso indevido da criptomoeda.

“A cooperação global e ações multilaterais são absolutamente necessárias, não importa se for iniciada pelo G7, transferida ao G20 e depois expandida” afirmou, destacando o potencial do Grupo de Ação Financeira contra Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo (FATF) para articular essas medidas.

A declaração da presidente do BCE ocorreu na mesma semana em que a agência reguladora das atividades financeiras no Reino Unido emitiu um alerta sobre os altos riscos envolvidos em investimentos e operações de crédito envolvendo criptoativos com promessas de alto rendimento. A agência destacou que muitas firmas que negociam tais produtos não estão sob sua supervisão e, portanto, podem não estar de acordo com os padrões de proteção ao consumidor desejáveis, entre outros desafios.

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