Open Banking no Brasil: 4 aplicações para os consumidores

Open Banking no Brasil: 4 aplicações para os consumidores

O Open Banking tem o potencial de transformar a maneira como enxergamos os serviços financeiros.

O Open Banking no Brasil será implementado ao longo de 2021. O compartilhamento de dados em cada etapa permitirá que provedores de serviços desenvolvam diversas funcionalidades para melhorar a experiência dos usuários no sistema financeiro. A estrutura de governança e padrões técnicos no Open Banking garante que o compartilhamento seja seguro.

Iniciativas similares já foram implementadas em outros países. Ao contrário do Pix, que teve rápida adesão, o desenvolvimento de soluções com o Open Banking deve demorar um pouco mais, como foi observado no Reino Unido.

De maneira geral, o detalhamento de informações disponibilizadas no marco do Open Banking permitirá que empresas inovadoras ofertem produtos cada vez mais personalizados.

Confira abaixo 4 aplicações do Open Banking que merecem destaque.

Para entender mais detalhes sobre o que é Open Banking e como ele funciona, confira nossa matéria: O que é Open Banking? Entenda como funciona esse sistema financeiro aberto.

4 maneiras que o Open Banking no Brasil pode mudar a rotina do sistema financeiro

1) Facilitar a entrada do cliente em uma nova plataforma:

As informações necessárias para abrir uma conta em um banco ou solicitar um cartão de crédito são mais ou menos as mesmas em qualquer instituição: nome, documentos, endereço, profissão/renda mensal, etc.

A realização de cada cadastro para acessar uma plataforma custa tempo do cliente. As várias etapas para concluir o processo são um atrito na atração de clientes, que podem desistir da inscrição.

O Open Banking pode eliminar essa barreira ao permitir que os clientes “puxem” todas as informações necessárias de um cadastro de uma instituição para outra. Isso é feito de forma segura graças às APIs Open Banking, padronizadas para compartilhar apenas as informações necessárias para cada serviço contratado pelo usuário final. É possível ainda construir uma solução para que o perfil do cliente em um só banco funcione como identidade digital para acessar outras plataformas de serviços.

2) Comparar diferentes serviços e produtos financeiros:

Com os dados das instituições financeiras acessíveis pelas APIs, o Open Banking facilita a criação de plataformas que comparem a oferta de um certo produto em diferentes lugares.

Realizar uma boa pesquisa no mercado para entender quais são os custos e condições para contratar o serviço que queremos em diferentes instituições é um processo exige tempo e disposição. Além disso, dificilmente uma só empresa vai oferecer as melhores ofertas para todo tipo de serviço – conta corrente, cartões de crédito, investimentos, seguros, etc.

Para poupar esforços com pesquisa de mercado e abertura de novos cadastros, frequentemente recorremos ao banco que já conhecemos. Com comparadores de produtos baseados no Open Banking, os consumidores poderão conferir uma variedade de ofertas em uma só plataforma para entender qual é o mais adequado para as suas necessidades, o que contribui para tomar uma decisão mais bem-informada.

Nesse sentido, os marketplaces de crédito são um ótimo exemplo de plataformas que podem se beneficiar do Open Banking. Esses marketplaces reúnem em um só lugar várias opções de produtos de crédito de diferentes instituições financeiras.

Aqui, além da função de comparação de taxas e prazos de pagamento, os marketplaces também podem mediar o contato entre tomadores de crédito e credoras, facilitando o processo de solicitação de empréstimo.

3) Agregar informações dispersas em um só aplicativo:

Com o compartilhamento de dados dos clientes, a partir da Fase 2 do Open Banking, há uma oportunidade para o desenvolvimento de agregadores de contas.

Os agregadores de conta são provedores de serviço que reúnem em um só aplicativo as informações de todas as contas do cliente no sistema financeiro. Isso permite aos usuários uma visualização simples de tudo o que recebeu e gastou no mês, independente da fonte.

A partir dessa agregação, camadas de serviço adicionais podem ser oferecidas, principalmente ferramentas para planejamento financeiro personalizado e recomendação de investimentos ou empréstimos, de acordo com a situação vivida pelo cliente.

4) Agilizar pagamentos – a experiência seamless:

A terceira fase do Open Banking inclui dispositivos para facilitar a iniciação de pagamentos por terceiros.

O iniciador de pagamentos (também conhecido como PISP) é uma instituição autorizada pelo Banco Central que tem o poder de iniciar um pagamento diretamente da conta corrente ou conta de pagamentos do cliente em uma outra instituição.

A principal aplicação do iniciador de pagamentos é viabilizar o débito em conta como opção de pagamento no e-commerce. Isto é, além das tradicionais opções de pagar uma encomenda com cartão de crédito ou boleto, também seria possível autorizar a plataforma para iniciar uma transferência a partir da própria conta corrente.

Sem o PISP, um pagamento por transferência bancária envolve sair da plataforma da compra, entrar no app do banco, inserir os dados da transação e confirmar a operação e só então retornar ao site da compra. Com o PISP, isso tudo ocorre de maneira harmônica, praticamente imperceptível aos usuários.

Além da aplicação direta em pagamentos, a iniciação de pagamentos por terceiros também pode viabilizar a transferência ágil entre contas do próprio cliente de forma integrada com outros serviços no Open Banking. Por exemplo, um agregador de contas pode oferecer um serviço de resgate e aplicações automáticas, transferindo os recursos da conta de investimento para a conta corrente do cliente, e vice-versa.

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